Samba sem conservantes nem aditivos. Curtido em madeira nobre, temperado com o perfume sublime do couro. Ao sorvermos este Samba de gole em gole, incensamos nosso espírito que vagueia rumo à felicidade suprema. Bebam, e sejam eternos.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

HORA EXTRA DO SAMBA NO ESCRITÓRIO

Trabalhadores do setor butequeiro e sambístico, cabe informar que neste sábado ( 07/02 )haverá horário extraordinário No ESCRITÓRIO e o pessoal do NÚCLEO DE SAMBA JEQUITIBÁ , vai suar a camisa para plantar o imenso Jequitibá na sala do Chefe. Para tornar o trabalho mais aprazível a rapaziada promete durante a labuta, entoar sambas de Terreiro e Partido Alto para que o Patrão Benê e seus convidados deliciem-se com suculentas feijoadas e goles intermináveis de caipirinhas, ouvindo pérolas do nosso samba, obras de mestres como Alvaiade, Candeia, Xangô, Anescar, Chico Santana, Noel Rosa de Oliveira, Ary Guarda, Manacéa, Monarco, Aniceto, Jair do Cavaco Campolino, Bide, Padeirinho , Marçal, Cartola , além de composições desses trabalhadores do Samba.
O chefe desses operários , o Sr. Zé Paulo, avisa que o início do expediente previsto para 14:00 hs não tem hora marcada para acabar e que poderá ser prolongado de acôrdo com a vontade do Patrão Benê e do Chefe do Escritório , O Sr. Reinaldo, e informa também a seus comandados que excepcionalmente neste dia a cerveja está liberada para ser sorvida durante o serviço . Grande e Sábio Chefe esse Zé Paulo

SERVIÇO:

BAR ESCRITÓRIO DO SAMBA
Rua Júlio de Castilhos,1110 esquina com Rua Fernandes Vieira - Belém ( A duas quadras da Estação do Metrô Belém)
Data : 07/02/09
Início:14:00 hs
fone para reservas: 2692-2196

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A COZINHA E O ALAMBIQUE

A COZINHA DE MÃE ROSA
Receita Literária

Por Lívia Santana e Conrad Rose.

Mãe Rosa acordou ainda mais cedo que de costume naquele domingo, afinal a filha ligara na noite anterior anunciando que chegaria pro almoço. Abriu as janelas e contemplou sorrindo o céu em muda e singela prece em agradecimento – a saudade andava apertada, há dias esperava que eles viessem. Alegre, tocou pra cozinha, colocando – de imediato – a água a esquentar na chaleira enquanto catava cuidadosamente o feijão preto. Tendo subido a fervura, regozijou-se com o aroma de café recém-passado e serviu-se de uma xícara, estalando a língua – o melhor jeito de começar o dia.
Catado o feijão, colocou-o no fogo em panela de pressão e foi ao quintal escolher ervas e hortaliças frescas. Trouxe manjericão roxo, alecrim, cheiro verde, couve-manteiga e pimenta bode – pra “dar um gosto”. O som de palmas no portão a deixou intrigada:
– Quem seria assim tão cedo?
Foi abrir, enxugando as mãos no avental e deu de cara com o rosto redondo e rubicundo de Seu Onofre, que pelo jeito madrugara e vinha trazer-lhe a encomenda da véspera – dois quilos de belas costeletas suínas.
De fato era muito cedo até mesmo pra abrir o açougue, mas por um sorriso de Mãe Rosa Seu Onofre se desdobrava, movia mundos e fundos. Eram vizinhos e amigos há muitos anos e, sobrevindo a viuvez dela, arvorou-se guardião dedicado e incansável. Ninguém ignorava o carinho e a esperança nutridos pelo bom homem em relação à enérgica matrona, sequer ela mesma, embora não encorajasse nenhuma liberdade e reagisse aos mimos com placidez inexpugnável.
Agradeceu a presteza e convidou-o a voltar no fim da tarde prum café com bolo, o que foi aceito com alegria. Levou em seguida as costeletas pra cozinha, lavou-as e colocou-as numa tigela, onde espremeu quatro suculentos limões, picou seis dentes de alho, cebola, pimenta verde, alecrim e manjericão frescos e um punhado de sal – cozinheira experiente que era não lidava com receitas, sabia medir a quantidade certa pelo olho, quase como um sentido extra.
O silvo da panela de pressão enchia o ar e logo o feijão estaria no ponto. Mãe Rosa foi novamente ao quintal, desta vez a fim de pegar lenha pro fogão – seu xodó. Por mais que a filha risse e argumentasse que o fogão a gás novinho com seis bocas que lhe dera de presente era suficiente até mesmo pros almoços caprichados que a mãe gostava de fazer, ela teimava. Insistia que o fogão a lenha dava um sabor todo especial à comida e fazia raras concessões ao fogão a gás, que dizia não conter um décimo da graça do outro.
Pra Mãe Rosa cozinhar era um gosto muito mais complexo do que um observador casual poderia perceber. Cada textura, paladar e cheiro tinham o condão de lembrá-la de pessoas, de passagens da vida e até da própria infância. Traziam-lhe de volta os filhos pequenos rindo em seus folguedos infantis ali mesmo naquela cozinha, o falecido marido beijando-lhe carinhosamente a face antes de sair pro trabalho, o irmão roubando balas de coco antes da hora no aniversário de dez anos. Entre os temperos e legumes, revia a mãe cozinhando compenetrada envolta na saia de gorgorão amarelo de que gostava tanto, rememorava vozes, frases soltas, melodias, sensações, sentimentos. Quando cozinhava nunca estava sozinha, pois todos os seus vinham fazer-lhe companhia.
Ateou o fogo à lenha e consultou o relógio a fim de saber se o horário já permitia um disco na vitrola – outra mania de Mãe Rosa, que não se rendia aos tais discos compactos, permanecendo fiel ao LP. Escolheu um dentre centenas: Orlando Silva, e seguiu cantarolando de volta à cozinha. Retirou a panela de pressão do fogo, pois soube pelo cheiro que bastava de cozimento. Socou meia cebola e três dentes de alho no pilão de madeira e, com duas folhas de louro e sal a gosto temperou o feijão. Da parede sacou toucinho e fritou-o em tiras na própria banha, fazendo inveja às redondezas – que anteviam as visitas de Mãe Rosa e ansiavam pelas quermesses.
Cozinhou arroz branco soltinho como a filha preferia, temperando com sal, alho passado pelo espremedor e um quarto de cebola ralada. Lavou e descascou batatas, picou tomates, abóbora e cheiro verde. Degustou mais um gole de café preto enquanto cantarolava seresta. Misturou dois copos de fubá a dois de açúcar, dois de leite, três quartos do mesmo de óleo de soja e uma pitada de sal. Levou ao fogo, cozinhando até formar um mingau e largou pra esfriar.
Quando a filha chamou ao telefone – como sempre fazia – a perguntar-lhe se necessitava algo, embora crescesse sabendo do esmero que Mãe Rosa tinha com sua cozinha, esta já dispusera as costeletas num tabuleiro grande tampado com papel alumínio pra abafar e levara a assar no forno a lenha. Em seguida, picou a couve bem fininha feito cabelo de anjo, refogou a abóbora em pedaços, escorreu e reservou o caldo do feijão pra virá-lo na farinha branca logo depois. Antes, porém, mergulhou as batatas salgadas e cortadas em tiras no óleo já quente, afinal viriam os netos.
Que chegaram primeiro, berrando e voando-lhe ao pescoço, munidos de um punhado de novidades. Mãe Rosa parou o mundo para receber os seus com palavras doces, afagos únicos e emoção sem par.
Das parreiras do seu Onofre, a título de presente, tinham vindo o tinto seco e o suco – do garrafão para a jarra e então para a mesa. Colocando a conversa em dia, Mãe Rosa misturou quatro gemas e uma pitada generosa de fermento químico em pó ao mingau já frio. Bateu as claras em neve e juntou à mistura sem bater, levando ao forno – do fogão a gás, pois o de lenha ainda demoraria a desocupar – durante uns trinta minutos, para depois polvilhar canela e açúcar de confeiteiro.
A filha compunha a mesa à medida que Mãe Rosa servia. Virado de feijão com torresmo, couve e abóbora refogadas, arroz branco, salada de tomates, batatas fritas e costeletas de porco. Tudo acompanhado por pimenta em conserva caseira, azeite de oliva, água potável e suco de uva para crianças e adultos. Na vitrola Villa-Lobos embalava a festiva refeição, com Trenzinho Caipira.
Enquanto o bolo cheirava e o caldo de feijão aguardava para esquentá-los de noite, Mãe Rosa observava satisfeita e orgulhosa a família se regalar. A seus olhos estavam todos lá de novo, falantes e sorridentes, inclusive os que já se tinham ido, tornando a reunião ainda mais especial.

Cozinheiros e Mestres cachaceiros
Lívia Santana -
livia.santana@gmail.com
Conrad Rose - conradrose@hotmail.com

E aqui vai mais uma receita destes Mestres Cachaceiros, agora em forma sonora.
É uma receita de Muqueca de Siri



quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

QUANDO UMA DEUSA DESCE DOS CÉUS

Taberneiros, Mestres Cachaceiros, Alambiqueiros e todos os sambistas mortais, por favor fiquem a postos com corações e mentes afim de sorvermos uma DELICADA essência vinda esta deusa e musa chegada dos céus para nos brindar com sua graça e formosura.
Desculpe o pouco exagêro mas pode-se conferir o que digo nesta quinta e sexta-feira, dias de Graça, dias que TERESA CRISTINA E O GRUPO SEMENTE nos deixarão extasiados e mais felizes por saber que todo dia podemos ouvir coisas enternecedoras. Não quero alongar porque não vou me controlar e podem achar e dizer que sou um fã apaixonado né meus camaradinhas?

Nos vemos lá no Olimpo .


SESC SANTANA

QUINTA E SEXTA (21 e22/01) 21:00hs

Enquanto isso inebriem-se com este néctar

e com mais este

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

DESTAMPANDO A GARRAFA NO ANHANGUERA

Amigos de todas as Tabernas, Botecos e Copos, foi numa sexta-feira no solo sagrado do samba do Anhanguera, terreiro que já foi honrado por Wilson Moreira, Tantinho da Mangueira, Gisa Nogueira, Noca da Portela, Ivan Milanez, João Borba, Velha Guarda da Nene de Vila Matilde, Danusa do Peruche, D.Inah entre tantos outros Mestres que o Terra Brasileira semeou o Nucleo do Samba Jequitibá, rapaziada que a partir de agora irá destampar todas as garrafas com autêntico Samba de Terreiro. Mestre Candeia que havia reservado seu canto no balcão principal do alambique para se deleitar com os sambas daquela garotada, fez neste dia sua benção pela homenagem recebida. Outros mestres que também foram reverenciados, mestres dessa e de outras plagas, deram sua benção igualmente. Para os próximas destampamentos de garrafa, recomendamos chegar cedo para se acotovelar no balcão dessa imensa roda.
É importante dizer também, que meu camarada Favela foi quem concedeu esta honra nesse dia para que os meninos pudessem beber esta, de Safra Especial. Glórias ao Samba, Salve Ele


RELEMBRANDO
Foi no dia 05/12/2008
No Anhanguera Clube

Dia Histórico

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O PERFUME QUE EXALOU DA GARRAFA

Amigos de todas as tabernas e de todas as mesas, acabo de sair de um transe profundo, meio que zonzo ainda, mas lúcido o suficiente para falar desta viagem . Ontem fui assistir Aline Calixto no glorioso palco da choperia do Sesc Pompéia e quase não volto mais para a Terra dos mortais. Há tempos que não sentia min' alma ser invadida por uma beleza em forma de voz, movimento e graciosidade. Exagêro, poderão dizer alguns da seleta platéia, e olha que estou sendo modesto. Quem assistiu sabe o que estou dizendo. Já escrevi aqui em outra oportunidade sobre a Aline, inclusive tem video dela mais aí em baixo para que possam conferir o que digo. Não tenho medo em dizer que é Estrela de primeira grandeza do nosso samba e isto se concretizará quando do lançamento do seu primeiro trabalho previsto para abril do próximo ano. Para mim já conquistou seu legítimo e merecido lugar.


Enquanto seu disco não chega, podemos conferir alguns sambas desta maravilhosa cantora na radio Alambique do Samba e aqui , um tiquinho mais. Dê vida aos seus olhos, ouvidos e para sua alma, aí embaixo.



quinta-feira, 20 de novembro de 2008

AS MULHERES MARAVILHOSAS E SEUS SAMBAS

Caros cachaceiros de copo e de fé, acordei com uma vontade danada de homenagear esses seres maravilhosos, homenagear essas mulheres que ficam mais maravilhosas ainda quando resolvem fazer samba, cantar. O Samba sem elas não tería muita graça. Todos os dias faço louvações por elas existirem, e preservá-las faz parte do nosso dia a dia não é mesmo?
Resolvi então produzir mais este tonel recheado só de coisas boas, com aroma inebriante e sabor que nos elevam aos céus. Bom chega de prosa, quero partilhar este momento com voces e segue a seleção que fiz com todo esmêro e carinho.



AS MULHERES, SUAS VOZES E SEUS SAMBAS MARAVILHOSOS

ADRIANA MARQUES- Adeus Mocidade
ALINE CALIXTO- Eu só quero beber água
MARIENE DE CASTRO - Samba No Terreiro
MARIANA BALTAR - Suspenso no ar
VIRGÍNIA ROSA - Pressentimento
ANA COSTA - Não Importa Mais o Dia
ANDREIA PINHEIRO - De Volta ao Samba
CARMINA JUAREZ - Nega Maluca
CLEMENTINA DE JESUS - Defesa
CLARA NUNES - Meu sofrer
CONSUELO DE PAULA - Canto de Guerra
VIRGÍNIA ROSA - Beleza Brutal
DONA INAH - Boa Maré
CRISTINA BUARQUE - Abra Seus Olhos
MÁRCIA - Dança da Força
DORINA - Cordas de Aço
MONICA SALMASO - Guardiã
MARIANA BALTAR - Minha Missão
FABIANA COZZA - Quando o Céu Clarear
GLORIA BOMFIM - Bambueiro
CLEMENTINA DE JESUS -Cinco Cantos de Trabalho
IONE PAPAS - Saudades de Quem Te Ama
MARIENE DE CASTRO - Raiz
JULIANA AMARAL - São Mateus
CRISTINA BUARQUE - Noite Longa
LISA ONO - Roda de choro
DONA IVONE LARA - Escravo da dor
LUISA MAURO - Guarde o segredo pra você
MARIA CREUZA - Chega pra lá
MARIANNA LEPORACE - Consolação
MARISA MONTE - O Bonde do Dom
NÁ OZETTI - Adeus batucada
TERESA CRISTINA - A Borboleta e o Passarinho
ANDREIA PINHEIRO - Louco
ALINE CALIXTO - chamado para os homens
MONICA SALMASO -Ilu-ayê(Terra Da Vida)
MARISA MONTE - Volta Meu Amor
MARIENE DE CASTRO - Mulher
ANA COSTA - Pra Que Pedir Perdão
CONSUELO DE PAULA -Os Terços do Samba
TERESA CRISTINA - Fim de romance
CARMINA JUAREZ - Rugas
CLARA NUNES - Derramando Lágrimas
CLEMENTINA DE JESUS -Ingenuidade
CRISTINA BUARQUE - Marido da orgia
PAULINHA SANCHES - Não bula na cumbuca
JUÇARA MARÇAL - João Carranca
MARÍLIA BATISTA-Século de Progressso-Dama do Cabaret-3 Apitos-Esquina da Vida-O X do Problema
ELIZETH CARDOSO - O Meu Pecado
ZEZE GONZAGA - Pra Dizer Adeus
GISA NOGUEIRA - Olhando Seu Retrato
JUÇARA MARÇAL - Samba Estranho
DONA INAH - Santo Dia
DONA IVONE LARA - Liberdade
DORINA - Tudo Se Transformou
ELZA SOARES - A Saudade Me Mata
MARIANNA LEPORACE - Refém da Solidão
MÁRCIA - Veneno
MARIANA DE MORAES - Onde a Dor Não Tem Razão
JULIANA AMARAL - Nos Embalos da Vila
TERESA CRISTINA - Você Passa, Eu Acho Graça
CRISTINA BUARQUE - O samba que eu lhe fiz
PASTORAS DA VELHA GUARDA DA MANGUEIRA - Quem Se Muda Pra Mangueira
ANDREIA PINHEIRO - Morena
FABIANA COZZA - Quando o Céu Clarear
GLÓRIA BOMFIM - Gameleira Branca
LUISA MAURO - Vem amor
DONA INAH - Peregrino
CRISTINA BUARQUE - Portela Na Avenida
CLARA NUNES - Deixa Clarear
IONE PAPAS - Moleque É Tu
SILVILÍ - Choro ao tempo
MARIANA BALTAR - Deixa comigo
MARIANNA LEPORACE - Deixa
NÁ OZETTI - Na batucada da vida
ANDREIA PINHEIRO - Luz Negra
MARISA MONTE - Satisfeito
TERESA CRISTINA - Coisas Banais
DONA IVONE LARA - Acreditar
CRISTINA BUARQUE - Morte É Paz
CONSUELO DE PAULA - Sete Trovas
GISA NOGUEIRA - Verdade Aparente
CLARA NUNES - Vai Amor
FABIANA COZZA - Valeu, Clementina
IONE PAPAS - Pérolas do Carnaval
MARIENE DE CASTRO - Prece de Pescador
MONICA SALMASO - Outro quilombo
TERESA CRISTINA - Senhora das Águas
CLARA NUNES - Retrato falado
CRISTINA BUARQUE - Monograma
ANA COSTA - Perdi
MONICA SALMASO -Tambor
FABIANA COZZA - O Samba é Meu Dom
IONE PAPAS - O Samba É Bom
CONSUELO DE PAULA - Curativo
TERESA CRISTINA - Nem Ouro Nem Prata
JUÇARA MARÇAL - Roda de Samba

Esta seleção poderá crescer e ficar melhor se voces enviarem sugestões, que aliás serão bem vindas.

A Rádio Alambique do Samba ficará agradecida.

domingo, 2 de novembro de 2008

SAFRA NOVA - RESERVA ESPECIAL- D.INAH

Meus amigos de copo e de fé, estou mais feliz do que sapo em dia de chuva, todo dia aparece coisa boa no nosso samba e contradizendo, ainda bem, nosso querido Nélson Sargento, o samba Vive e não Agoniza. Na última sexta-feira fui ao projeto Anhanguera - muito bem conduzido pelo meu camarada Arthur "Favela( salve irmão)que hoje é sem dúvida uma das principais referências do samba, um esteio e digo isso sem receio- e estava lá eu sorvendo uma,aguardando o início da pancadaria, com o Inimigos do Batente,Toninho Nascimento e Noca da Portela , quando surge a figura doce, meiga de D.Inah. Meus olhos marejaram e transbordei de felicidade, pois tinha perdido sua apresentação um dia antes, quando foi o show de lançamento do seu Magnífico trabalho, OLHA QUEM CHEGA. Esse trabalho, segundo da carreira, é uma grande Homenagem a Eduardo Gudin e vem com uma aura de disco definitivo. Trabalho sensível, lapidar, esmerado que contou com a fineza de arranjos e produção de Thiago França, Eduardo Gudin, Maurílio de Oliveira, Débora Gurgel, Gian Correa e Caê Rolsen.
A arte de conduzir com maestria os 18 sambas ( 2 em pout pourri) ficou com o pessoal do Quinteto em Branco e Preto, Grupo Samba Novo e contou ainda com participações de Osvaldinho da Cuica, Gó do Trombone, Rodrigo y Castro, Milton de Mori, Stanley de Carvalho,Zé da Velha, Silvério Pontes, Alessandro Penezzi, Bia Góes, Carmen Queiroz, Juliana Amaral, Maurilio de Oliveira , Petróleo, Allan Abadia .

A arte gráfica ficou a cargo da mestre cachaceira Joana Gudin, Filha do nosso querido Gudin e afilhada de Nélson Cavaquinho

A produção desta Safra é da DABLIU DISCOS, dabliu.discos@terra.com.br

Dentro do Tonel tem:

Olha quem Chega - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
E lá se vão meus anéis - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Ainda Mais - Gudin e Paulinho da Viola
Longe de Casa - Gudin e Paulo Vanzolini
Boa Maré - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Velho Ateu - Gudin e Roberto Riberti
Veneno - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Verde - Gudin e José Carlos da Costa Neto
Desperdício - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Mente - Gudin e Paulo Vanzolini
Chorei - Gudin, Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte
Euforia- Nélson Cavaquinho, Gudin e Roberto Riberti
Quem chega atrasado - Gudin
Santo Dia - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Velho Sambista - Gudin - esta Gudin fez em homenagem ao seu Pai
Violão Gentil - Dino Galvão Bueno e Gudin
Maior é Deus - Gudin e Paulo Cesar Pinheiro
Praça 14 Bis - Gudin

Cachaças para ninguém por defeito.
Especialmente nesta data em que escrevo, todos poderão degustar essas maravilhas indo aí ao lado, na Caverna dos Tonéis e ligar a radio Alambique do samba a partir das 15:00.

O ministério dao Samba adverte, o Samba faz bem à saúde, aprecie sem moderação.

Aprecie aqui "AINDA MAIS" De Gudin e Paulinho da Viola e um video de Maior é Deus. Sublime demais.